17 Janeiro 2018

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Atlético confirma troca de minutas de contrato com Seedorf, mas diz que valor "exorbitante" pedido pelos empresários de comissão impediu a negociação | Blog Blog da Nadja

O Atlético esperou por Seedorf até o dia 2 de janeiro. O próprio clube confirmou nessa segunda-feira, que até as minutas de contrato já haviam sido trocadas – como vinha sendo informado pela reportagem. A ideia era que Seedorf fosse um manager - convite aceito verbalmente, mas que acabou não se concretizando. Tanto que o Atlético no mesmo dia 2 de janeiro fechou a contratação de Fernando Diniz.

 

O clube divulgou nessa segunda-feira em seu site uma nota oficial - destaco alguns trechos (em itálico):

As tratativas caminhavam e Seedorf conheceu a estrutura e o projeto do CAP para as temporadas de 2018 e 2019, chegando até a definir as condições iniciais de sua contratação por intermédio do Sr. Paiva, com a confecção, inclusive, de minuta contratual.

Com a demora o clube deu um ultimato e fez uma última tentativa no dia 2 de janeiro. Porém, segundo nota divulgada pelo Atlético a empresa responsável pela negociação a OTV, acabou pedindo uma comissão/um valor “exorbitante” como diz a nota para que o contrato fosse assinado.

O Atlético foi além, e em nota assinada pelo presidente Mario Celso Petraglia fala sobre a negociação do goleiro Weverton e a de um garoto das categorias de base do clube: Marcos Antonio Silva Santos.

Porém, durante as negociações, o CAP deparou-se com a conduta negativa do referido agente, que passou a exigir uma exorbitante comissão pela intermediação. Nessa ocasião, o CAP ainda tomou conhecimento de como o Sr. Paiva, também agente e procurador do nosso ex-goleiro Weverton, conduziu a não renovação de seu contrato, além das suas ações de impedir a profissionalização pelo Clube do garoto Marcos Antonio Silva Santos (o “Bahia”), que por conta da formação de excelência recebida, chegou até a Seleção Brasileira Sub-17. Próximo de alcançar os 18 anos de idade (em junho de 2018), Bahia, influenciado por seus agentes, muito provavelmente romperá sua formação desportiva e buscará subterfúgios para burlar a indenização nacional por formação estabelecida na Lei Pelé e fixar vínculo desportivo no mercado estrangeiro, objetivando tão somente pagar custos básicos de formação, (indenização externa) em prejuízo técnico, econômico e financeiro do Clube Formador!

A nota segue:

Exige o tema uma nota de reflexão, tanto para o CAP como para todos os clubes do futebol brasileiro, bem como à CBF — que regulamenta a atuação dos intermediários perante seus filiados — sobre a inescrupulosa conduta de certos agentes que, além de explorarem economicamente atletas e treinadores, intervêm negativamente em suas carreiras, direcionando-os para aquilo que melhor atenda a seus interesses financeiros pessoais. Tais agentes atuam de forma parasita sobre os já combalidos cofres dos clubes brasileiros, que, na ânsia de obter bons resultados em campo, acabam cativos, compelidos a aceitar as exigências de valores absurdos de contratos de trabalho e comissões maiores ainda. Enriquecem os agentes e empobrecem os clubes, que são (e devem ser) os únicos e verdadeiros protagonistas do futebol.
 
A Lei Pelé, de 1998, originou o fim do “passe” e criou o instrumento para o fim da “escravidão” no futebol. Porém, o que se apresenta hoje é que o “escravo” apenas mudou de “dono”. A CBF registra em torno de 800 nomes de agentes que atuam no controle dos atletas desde seu início de carreira. Muitos meninos com 12 e 13 anos de idade já possuem agentes, com procurações “compradas” com o dinheiro dos próprios clubes. Atualmente, o mercado do futebol está centralizado em 5 ou 6 grandes grupos de empresários, que ditam as regras de mercado e dominam as relações entre clubes e atletas.
 
Algo deve ser feito!
 
Cabe aqui, o protesto formal do Clube Atlético Paranaense contra esse nefasto e prejudicial sistema mercadológico estabelecido pela ganância de quem nada contribui com o futebol — ao contrário, dele apenas se alimenta. Compete aos clubes, seus dirigentes e órgãos reguladores tomarem medidas urgentes a respeito do “Mal” representado por essas intermediações e dar um “Basta!”, para o bem do futuro do futebol.

A OTB já foi procurada pela reportagem, mas ainda está tomando conhecimento do conteúdo da nota atleticana.

Leia Mais http://globoesporte.globo.com/pr/blogs/especial-blog/blog-da-nadja/post/seedorfcap3.html

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