22 Fevereiro 2018

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Gentileza de gente lesa | Blog Torcedor do Treze


A partida até podia complicar pro Figueirense.

 

Mas Saulo resolveu simplificar tudo.

 

Entregou logo dois gols, 600 mil reais, 20% da renda de hoje, a vaga na próxima fase e a renda do próximo confronto aos catarinenses.

 

Pense numa gentileza.

 

Gentileza de gente lesa.

 

Os erros das entregadas de Saulo são grosseiros, coisa de atleta amador de 5ª categoria. Parecem mais videocassetadas do que lances de futebol.

 

No primeiro a bola é completamente dele, e ele sai atrasado, lento, alesado, sem tempo, dá o bote errado, cai abestado, totalmente ariado, e fica lá feito um mané procurando a bola, que está quicando atrás da bunda dele, esperando o atacante vir no meio de dois zagueiros e dele pra tocar a bola bem devagarinho pro gol.

 

No outro ele interceptou uma bola que ia passando pra fora e colocou pra dentro mesmo, sem arrodeio.

 

Esse segundo, inclusive, foi uma trapalhada que ele cometeu quando o Galo era só pressão em cima do Figueirense e estava pra empatar e incendiar o jogo a qualquer momento. Depois disso os companheiros podem até não dizer nem reclamar na cara, mas pegam ar com o sujeito, deixam de correr, desistem, começam a fazer cruzamento sem gosto e com sono como os que Dedé começou fazer, perdem o tesão, esfria a torcida, acaba qualquer plano. Implode qualquer poder de reação.

 

E com essa já se vão 5 partidas em que o Treze de Canindé joga, domina, mas nem faz gol, leva e é castigado. Muito bonito, muito volume de jogo, mas sem resultado não há perspectiva.

 

E é porque em um jogo com a componente de decisão como esse nem dá pra falar em volume, porque no primeiro gol o jogo pro Figueirense já tinha acabado. Aliás, era pra ter começado já acabado, porque o empate lhe favorecia. Ainda assim correram 20 minutos dando pressão num Treze apático e preguiçoso, mas depois do gol realmente não tinham mais o que fazer. A partir daí o controle da partida do Galo é muito menos por mérito e muito mais porque o adversário não precisava mesmo jogar mais.

 

O Treze sai da Copa do Brasil num jogo em que podia perfeitamente ter conquistado a vaga, confiança, prestígio, visibilidade. Acabou eliminado, com o goleiro descreditado e em frangalhos, e com sérias dúvidas sobre o que fazer pra transformar um time que é uma promessa em um time realmente vencedor, que não só controle a partida mas que crie jogadas efetivas de gol e que sobretudo converta as chances que aparecem.

 

Sabe aquele jogador baixinho, franzino, ciscador, que ninguém dá nada por ele e ele vai lá e surpreende com a qualidade que tem? Pois bem, no Galo não tem nenhum desse. Todos os baixinhos do time – e olhe que tem muito baixinho, magrinho e miudinho nesse ano no time – são enganadores. Dão a ideia de que são rápidos, mas só são rápidos rodando em círculo, sem sair do lugar, como se agilidade fosse sinônimo de alvoroço. Enrolados, ineficientes, sem criatividade nem talento, erram passes, truncam o jogo, carregam a bola demais prendendo sem dar sequência nem achar espaços até perder e deixar o mundo aberto pro contra-ataque. Ainda por cima não têm resistência e em termos de compleição física são fraquinhos de fazer medo. Qualquer escorão se esbagaçam logo no chão, pedem uma falta que o árbitro não vai dar nunca, perdem a cabeça, a jogada, a besta e o frete.

 

Um detalhe positivo de hoje é que Rayro não deu aquela sua entregada tradicional de todo jogo.

 

O outro é que Marcelinho entrou muito bem no lugar de Ferreira.

 

Mas tá bom de detalhe positivo. Canindé precisa ganhar partidas.

 

Preocupante pra sequência o cansaço de Fábio Neves, que está rendendo bem durante muito pouco tempo, e a situação do gol, que em Saulo depois de outros gols que já estavam na suspeição e mais os de hoje não há mais quem confie.

 

Canindé montou um time que não é ruim. Se não teve o tempo ideal, mas teve alguma tranquilidade pra treinar, depois um mês entre experiências e ajustes já dentro das competições. Não está jogando mal, mas Saulo hoje entregou uma vaga importante de mão beijada e com isso uma competição já foi. O Galo agora precisa partir com compromisso, ganhar partidas na Copa do Nordeste e precisa olhar muito sério pro Paraibano, que esse grupo com 3 pontos de diferença entre a liderança e a zona do quadrangular de rebaixamento não admite bobeira.

 

Copa do Brasil, morreu Maria Preá.

 

E quem matou foi Saulo.

 

De vergonha.

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