22 Fevereiro 2018

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Roy Jones Jr se despediu com vitória | Blog Blog do Daniel Fucs

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Roy Jones Jr se despediu com vitória | Blog Blog do Daniel Fucs

Saudações Pugilísticas.

 

As 49 anos, Roy Jones Jr finalmente reconheceu, mais uma vez, que a hora de parar chegou. Nos últimos anos, a insistência em permanecer lutando competitivamente levou-o até a pedir a nacionalidade russa, como tentativa de encher estádios.

 

Na sua nova última luta realizada na quinta-feira contra Scott Sigmon, Jones Jr saiu-se vencedor por decisão unânime com os três juízes pontuando 98-92. Foi uma luta fraca tecnicamente, quando foi possível notar mais uma vez que a precisão e forma física de Jones não são as mesmas. Ainda assim, foi superior ao adversário que tentou o tempo todo manter Roy Jones nas cordas, mesmo que para isso usasse a sua cabeça em boa parte da luta. Diante do fraco árbitro Tommy Kimmons e da pouca mobilidade de Jones Junior, Sigmon conseguiu o intento, apesar de não ser eficaz na luta.

 

Para quem nunca viu, o combate aconteceu num ringue de 6 cordas        

 

No amadorismo, a luta em que foi absurdamente derrotado nas finais dos Jogos Olímpicos de Seul 1988 pelo sul-coreano Park Si-Hun, depois de dominar completamente a luta, acabou gerando mudanças no regulamento da AIBA para que casos como o citado não se repetissem. Foi a partir da edição seguinte dos Jogos Olímpicos que surgiu o sistema de marcação eletrônica de pontuação.

 

No profissionalismo o boxeador foi campeão mundial nas categorias médio, super médio, meio pesado e peso pesado em organismos de maior credibilidade.

 

Em 2015, na semana em que foi derrotado por nocaute pelo substituto de última hora, Enzo Maccarinelli, na Rússia, Jones Jr informara que aquela seria a sua última luta. No entanto, três meses depois, Jones jr enfrentou nos Estados Unidos um estreante, Vyron Phillips, de quem não se tem notícia tenha boxeado em qualquer outro combate posterior.

 

Nos anos 80 e 90, no meio de tantos boxeadores espetaculares, Roy Jones Jr e Julio Cesar Chavez foram os boxeadores que este colunista mais gostava de assistir no boxe. Como super médio, considerava Jones Jr o melhor da categoria que tinha visto boxear.

 

Roy foi um exemplo de persistência e um pouco de extravagância. Bancou um time de basquete – sua segunda paixão – durante muitos anos. No auge de sua carreira, rompeu com os empresários Fred e Stanley Levin. Como um dos maiores boxeadores da época, Roy não aceitava receber apenas três milhões de dólares por luta, quando outros pugilistas do mesmo nível tinham bolsas bem superiores.

Passou a conduzir a própria carreira e negociar pessoalmente os seus combates, mas na realidade sua bolsa permaneceu praticamente a mesma. A vantagem que obteve foi não precisar pagar as comissões aos intermediários.

Roy Jones Jr nunca se conformou com isso.

 

Ao longo da sua carreira, Junior enfrentou vários dos melhores boxeadores da época como, por exemplo, James Toney, Virgil Hill, Jorge Castro, Otis Grant, Thulani Malinga, Vinny Pazienza, Eric Lucas, Mike McCallum, Montell Griffin, Lou Del Valle, Reggie Johnson, John Ruiz, Antonio Tarver, Felix Trinidad, Jeff Lacy, Clinton Woods e Bernard Hopkins.

 

Foi derrotado por outros, porém quando não se encontrava mais na melhor fase: Antonio Tarver, Joe Calzaghe, Danny Green, Bernard Hopkins, Glen Johnson e Denis Lebedev.

 

Nos últimos tempos, escrevi praticamente um artigo a cada dois anos sobre a necessidade de um boxeador saber a hora de parar. Citei Roy Jones Jr mais de uma vez quando mencionei o tema. O artigo que escrevi após a sua derrota para Lebedev, sob o título “Chega Roy”, em 2011, foi um dos que obtive mais respostas positivas dos leitores. Não pelo texto em si que até foi curto, mas por abordar um tema que parece ser tabu na imprensa.     

 

Vê-lo vencer grandes combates compensa em parte, para nós aficionados pelo boxe que o vimos boxear ao vivo no seu auge de uma década, o final de sua carreira.

 

Perceber que para uma transmissão de sua última luta foi necessário um acordo com a emissora de TV particular e restrita do UFC, não condiz com todo o passado glorioso desse fantástico pugilista. Talvez essa transmissão tenha sido o motivo do ringue ter seis cordas ao invés de quatro. Tirando a visão que pode ter ficado pior para quem estava no Civic Center, em Pensacola, na Flórida, um fato chama a atenção. Fica bem mais difícil um boxeador cair entre as cordas para fora do ringue.

 

Roy Jones Jr ficará para sempre na mente dos que o viram lutar ao vivo no seu auge. É algo que pode ser assistido em algumas lutas que estão em vídeos na internet, por aqueles que não possuíam idade para acompanhar o boxe na época. Mas a emoção não será a mesma. O que é uma pena.

Leia Mais http://globoesporte.globo.com/sportv/blogs/especial-blog/blog-do-daniel-fucs/post/roy-jones-se-despede.html

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